A Argentina anunciou a redução dos impostos de exportação do trigo de 7,5% para 5,5% a partir de junho, com a intenção de melhorar os lucros do setor e incentivar as vendas internacionais. O governo argentino também informou que as taxas de exportação da soja podem cair um pouco a partir de janeiro do próximo ano, além de preparar cortes de impostos para as indústrias automotiva e petroquímica. Apesar do esforço, analistas avaliam que a mudança melhora apenas a situação dos produtores locais, mas não é suficiente para tornar o trigo do país mais competitivo no exterior. O produto argentino ainda é considerado muito caro no mercado global e também enfrenta problemas de oferta limitada e retenção de vendas por parte dos agricultores.
Para o Brasil, o cenário de importação de grãos continua praticamente igual. A Argentina segue como a principal fornecedora do mercado brasileiro, mas, caso o trigo deles não tenha a qualidade necessária para fazer pão, as empresas do Brasil podem precisar comprar de lugares mais caros, como os Estados Unidos. No caso da soja, o país vizinho exporta volumes muito baixos e não tem força para competir diretamente com as grandes vendas brasileiras. A verdadeira importância das exportações da Argentina, segundo os especialistas, não está na quantidade de soja ou trigo que eles vendem, mas no poder de influenciar a narrativa dos preços globais, servindo como base de valor para as negociações de grandes compradores, como a China.
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