O consumo de feijão no Brasil registrou uma queda histórica de aproximadamente 50% nas últimas décadas, passando de 23 quilos para cerca de 12 quilos por habitante ao ano. O recuo é motivado pelo avanço dos alimentos ultraprocessados e mudanças no estilo de vida da população, que tem deixado de lado o prato tradicional. No campo, o cenário reflete essa desvalorização interna: a produção nacional para a safra 2025-2026 deve ficar abaixo de três milhões de toneladas, com uma redução de área plantada superior a 10% em estados como o Paraná, onde muitos agricultores migraram para a cultura da soja devido aos baixos preços e à falta de seguro rural.
Apesar da retração interna, o Brasil se consolida como um grande exportador de leguminosas, enviando mais de 500 mil toneladas ao exterior em 2025, principalmente para o Egito e a Índia. Com uma pegada ambiental significativamente menor que a de concorrentes como o Canadá e os Estados Unidos, o feijão brasileiro busca agora novos mercados estratégicos na China e no México. Para tentar reverter a baixa no prato nacional e garantir a liquidez dos produtores, o setor lançou a campanha “Viva Feijão”, que visa resgatar o valor nutricional e cultural do alimento, combatendo percepções equivocadas sobre a dieta e promovendo a sustentabilidade da cultura no país.
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