A repórter Catiane de Souza, da OESC TV, visitou o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Palmitos nesta sexta-feira (8) para conversar com Anderson Funai, enfermeiro, professor da UFFS e supervisor institucional do local. A entrevista abordou a qualificação do atendimento regional e a importância histórica do cuidado em liberdade.
Funai detalhou sua atuação por meio de um programa do Ministério da Saúde lançado no ano passado, focado em levar supervisão institucional às equipes de todo o Brasil. O projeto do CAPS 1 de Palmitos obteve grande destaque, classificando-se em quinto lugar entre as 12 propostas selecionadas em toda Santa Catarina. O objetivo dos encontros, que agora ocorrem quinzenalmente, é problematizar e qualificar o fluxo de trabalho. “Será que a nossa rotina está sendo terapêutica ou a gente se acostumou e ela não tem mais efeito?”, indagou Funai, ressaltando o valor de um olhar externo para aprimorar os atendimentos.
O supervisor também chamou atenção para o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, marco celebrado em 18 de maio. O movimento, originado em 1987 na cidade de Bauru (SP), clama por uma “sociedade sem manicômios” e combate o histórico brasileiro de violações de direitos humanos em hospitais psiquiátricos, lembrado por ele como processos dolorosos e violentos do passado.
Anderson reforçou que a prioridade das políticas públicas modernas deve ser o bem-estar comunitário. “A proposta de um CAPS é que ele produza esse cuidado em saúde mental no território, em liberdade”, afirmou. Ele concluiu lembrando que o modelo atual de saúde busca garantir que a vida e a recuperação do paciente aconteçam, na maior parte dos casos, de forma integrada à comunidade, evitando as internações isoladas sempre que possível.
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