A Índia, segundo maior exportador global de açúcar, deve suspender suas vendas externas por pelo menos três safras. A restrição ocorre devido aos riscos de quebra na produção de cana-de-açúcar, agravados pela falta de chuvas provocada pelo El Niño, e ao aumento do uso da matéria-prima para fabricar etanol. Com a retenção de milhões de toneladas, a oferta global será severamente reduzida, o que já sustenta a alta dos preços internacionais da commodity e afeta o planejamento de importadores na Ásia, África e Oriente Médio.
No mercado interno, os estoques nas usinas indianas atingiram o nível mais crítico em três décadas. Para evitar o desabastecimento, o governo determinou que o setor priorize o consumo nacional e a produção de biocombustíveis, impulsionada pela nova frota de veículos flex. A seca severa também fez com que agricultores adiassem o plantio da cana ou migrassem para culturas que exigem menos água. Especialistas alertam que, caso os impactos climáticos piorem, a Índia poderá ser forçada a importar açúcar nos próximos anos, tensionando ainda mais o abastecimento mundial.
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