As exportações brasileiras de maçã registraram um forte avanço no primeiro semestre de 2026, com um crescimento superior a 220% no volume embarcado. Esse desempenho positivo foi impulsionado pela recuperação da produção, após dois anos de perdas provocadas por chuvas intensas, e por um aumento de 15% na área cultivada com alta tecnologia. Apesar do resultado expressivo, o setor produtivo avalia que os embarques poderiam ter dobrado de tamanho se não fossem os impactos comerciais causados por conflitos no Oriente Médio.
Mesmo com o grande aumento nas exportações, a maior parte da maçã brasileira ainda fica no mercado interno, responsável por consumir cerca de 90% de toda a fruta produzida no país. O primeiro semestre se destaca como a principal janela para essas vendas internacionais, pois aproveita o período de entressafra do hemisfério norte. Com a tendência de safras maiores no futuro, a expectativa é de um crescimento contínuo, com a projeção de alcançar até 100 mil toneladas enviadas ao exterior anualmente.
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