O governo chinês lançou um plano para os próximos cinco anos com o objetivo de produzir mais alimentos internamente e depender menos de importações. A meta é aumentar a produção própria de itens como soja, milho, carne e leite, utilizando novas tecnologias e melhoramento genético. Apesar do forte esforço para garantir a segurança alimentar em meio a desafios estratégicos e disputas com os Estados Unidos, a capacidade da China de ser totalmente autossuficiente é limitada pela falta de terras cultiváveis e de água doce no país.
Para o agronegócio brasileiro, principal fornecedor da China, o novo cenário exige mudanças, pois a redução na compra de milho e a imposição de cotas para a carne nacional já são uma realidade. O Brasil continuará sendo um parceiro essencial, fato confirmado pelos investimentos milionários dos chineses na infraestrutura de portos e ferrovias nacionais. Contudo, a estratégia brasileira agora deve focar em vender produtos processados de maior valor, diversificar os parceiros comerciais e buscar novas oportunidades de mercado, como os combustíveis sustentáveis, conhecidos pela sigla SAF.
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