A participação das mulheres cresce no agronegócio brasileiro, principalmente na criação de gado. Porém, elas ainda enfrentam grandes barreiras, como salários menores e dificuldades para conseguir crédito bancário. Hoje, as mulheres comandam dezenove por cento das propriedades rurais do país, mas controlam apenas oito e meio por cento da área total, já que a maioria cuida de fazendas pequenas ou de origem familiar. A cana-de-açúcar é o setor com menos líderes femininas. Por outro lado, nas fazendas de café dirigidas por mulheres, a contratação de outras funcionárias é muito maior, formando um espaço de trabalho mais justo.
Para melhorar esse cenário, propostas sugerem facilitar os empréstimos bancários sem exigir o título da terra como garantia, além de criar creches no campo e igualar os salários. As propriedades rurais lideradas por mulheres costumam ser mais inovadoras e preservar mais a natureza. Por isso, dar apoio ao trabalho feminino deixou de ser apenas uma questão de justiça e se tornou uma medida essencial para aumentar a produção e a força de toda a economia agrícola.
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