No dia 18 de fevereiro, marcado como o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, a OESC TV esteve no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) para debater um tema de saúde pública vital. A jornalista Catiane de Souza conversou com a psicóloga Bárbara de Oliveira Campo e a estagiária de psicologia Isabela Turcato, que esclareceram mitos e trouxeram orientações importantes para a comunidade.
A psicóloga Bárbara enfatizou que o alcoolismo não se define apenas pelo estereótipo da pessoa em situação de rua, mas sim pela perda de controle. “Pode ser uma pessoa que socialmente tem uma vida normal, mas no fim de semana não pode ficar sem. Precisa de doses cada vez maiores para sentir a ‘tonturinha’ ou para relaxar”, explicou Bárbara, alertando que a dependência envolve sintomas físicos e psicológicos.
Causas e Cultura
Isabela Turcato destacou que, além da predisposição genética e histórico familiar, fatores como ansiedade e angústia são gatilhos. Ela alertou para a questão cultural brasileira: “No Brasil, o consumo é muito estimulado, seja no Carnaval ou em músicas. Se você não bebe em uma festa, escuta que não é divertido”. Dados apontam que cerca de 10% da população brasileira enfrenta problemas com álcool.
Impactos na Saúde e Tratamento
O uso abusivo traz danos severos ao sistema nervoso, memória, estômago, fígado (cirrose) e coração, além de prejuízos à “saúde social”, causando isolamento e afastamento da família.
O alcoolismo não tem cura, mas tem tratamento. O CAPS serve como porta de entrada com equipe multidisciplinar, e o município conta também com o grupo Alcoólicos Anônimos (AA), que se reúne às segundas-feiras na Igreja Batista. O recado final das especialistas foi um apelo por empatia: ao encontrar alguém em situação de vulnerabilidade pelo álcool, deve-se acionar órgãos de socorro e oferecer apoio, evitando julgamentos ou exposição na internet.
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