O preço do arroz em casca atingiu seu menor valor em 14 anos, sendo negociado a R$ 59,17 por saca no Rio Grande do Sul, uma queda de mais de 50% em apenas um ano. A desvalorização acende um alerta para os agricultores que já estão semeando a safra 2025/26, enfrentando um dos piores cenários de rentabilidade da última década.
A principal causa da crise, segundo especialistas, é o excesso de oferta. Após os preços superarem R$ 120 por saca no período pós-pandemia, houve um forte estímulo para o aumento da área plantada, resultando em uma produção nacional superior a 12,3 milhões de toneladas. Atualmente, o mercado não consegue absorver todo esse volume.
O escoamento da produção tornou-se um grande desafio. A demanda interna está retraída e, no mercado externo, o arroz brasileiro enfrenta forte concorrência. As projeções indicam que a próxima safra ainda será alta, o que deve manter os preços pressionados, dificultando uma recuperação a curto prazo.
Para agravar a situação, os custos de produção e logística, conhecidos como “custo Brasil”, continuam elevados. O preço atual de venda, entre R$ 55 e R$ 56, está bem abaixo do custo para o produtor, estimado entre R$ 70 e R$ 75 por saca. Essa defasagem coloca em risco o planejamento de safras futuras e a sustentabilidade da atividade.
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