Palmitos, SC – O município de Palmitos está intensificando seus esforços para fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), uma estrutura crucial para oferecer suporte a indivíduos que enfrentam transtornos mentais e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Em entrevista à OESC TV, Débora Riese, coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) local, detalhou os objetivos e a composição desta rede vital.
A RAPS de Palmitos é um esforço colaborativo que envolve diversas entidades locais. Inclui as Unidades Básicas de Saúde, uma equipe multiprofissional (eMulti) que apoia a Estratégia de Saúde da Família, o próprio CAPS, a Secretaria de Assistência Social (CRAS e CREAS), o Conselho Tutelar, as unidades de emergência e saúde mental do hospital local e serviços de emergência como o SAMU e o Corpo de Bombeiros. De forma significativa, a rede também abrange o Ministério Público e a Polícia Militar, que desempenham um papel protetivo, especialmente em situações de crise. As secretarias de educação municipal e estadual também são parceiras integrais, abordando o número crescente de estudantes com necessidades de saúde mental.
Riese explicou que um dos principais objetivos da rede é garantir cuidado contínuo e adequado em saúde mental. “Essa rede existe para garantir os direitos das pessoas com transtornos mentais e daquelas afetadas pelo álcool e outras drogas. É uma rede de proteção para que possamos sentar, conversar e organizar o trabalho de todos os setores do município”, afirmou.
Uma reunião recente dos integrantes da rede focou no desenvolvimento de estratégias para lidar com situações complexas, como o suporte à população em situação de rua e o fortalecimento de famílias fragilizadas que lidam com questões de saúde mental. Riese enfatizou a importância de uma abordagem holística. “Entendemos que precisamos dar um destino para essa pessoa. Precisamos oferecer tratamento”, afirmou, destacando a necessidade de uma assistência proativa e integrada, em vez de intervenções fragmentadas.
A rede também está priorizando o desenvolvimento profissional através da capacitação de profissionais da saúde и da educação para melhor identificar e manejar questões de saúde mental, particularmente entre crianças e adolescentes. O objetivo é ir além do mero diagnóstico e da medicação, focando em compreender as circunstâncias individuais de cada criança e evitando a medicalização excessiva de comportamentos naturais da infância.
“Queremos que as crianças sejam vistas de forma individualizada. Temos que entender que criança é criança”, comentou Riese, ressaltando a necessidade de uma abordagem sutil e de apoio.
Os planos futuros para a RAPS de Palmitos incluem um projeto de supervisão clínico-institucional que, se aprovado, trará um especialista ao município para capacitar ainda mais a rede local. Esta iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para criar um sistema de cuidado mais coeso e eficaz, garantindo que indivíduos com transtornos mentais e por uso de substâncias recebam o suporte integral de que necessitam para levar vidas mais saudáveis.
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