O açúcar brasileiro exportado para os Estados Unidos dentro do regime de cotas ficou isento da nova sobretaxa de 12,5%, permanecendo sujeito apenas à tarifa de 25%. O volume que exceder essa cota, que é operada exclusivamente por usinas do Norte e Nordeste, pagará 37,5%. No entanto, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, conhecido como USTR, reduziu a parcela brasileira nessa cota de 156 mil para 100 mil toneladas a partir do ano fiscal de 2027, gerando imprevisibilidade para o setor canavieiro nacional.
O presidente da NovaBio, Renato Cunha, classificou a atitude como protecionista. Ele destacou que, enquanto restringem as exportações do açúcar do Brasil, os Estados Unidos pressionam para vender seu excesso de etanol no mercado brasileiro com isenção de tarifas e sem contrapartidas. Para o setor, o Brasil não tem necessidade de importar o biocombustível e a exigência norte-americana representa uma imposição, prejudicando o equilíbrio nas negociações bilaterais.
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